Falar da biogênese é extremamente complicado, uma vez que sua hipótese nos remete a um enorme paradoxo. É parecido com a clássica pergunta: Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?
Biogênese é portanto a teoria que a vida é proveniente sempre de outro ser vivo, ou seja, é a especulação contrária a abiogênese.
Você então deve estar se perguntando o porque compará-la com um paradoxo. Simples, afinal, se a vida sempre se origina de outro ser vivo, e assim sucessivamente, então como teria se formado o primeiro ser vivo?
Essa é a eterna pergunta que intriga a todos, e é a partir daí que hipóteses diferentes se cruzam. O conceito mais válido seria dizer que esse primeiro ser vivo tenha tido origem através da abiogênese, ou seja, de matéria não-viva. Se considerarmos isso, o que ocorreria então depois seriam processos de biogênese, onde a vida formada daria origem a outras. Mas se pensarmos dessa forma, a própria biogênese seria na verdade um processo pertecente a um propósito maior, que é a abiogênese.
Então para considerarmos a biogênese um pensamento forte e plausível, teríamos então considerar que a vida sempre tenha existido? Não necessariamente, como eu disse podemos considerar a biogênese como um fato que se seguiu depois da abiogênese, ou então, como o grande passo que realmente possibilitou a existência de vida como a conhecemos.
Na atualidade, sabemos que todo ser vivo é gerado por outro, inclusive as células (seja pelos processos de mitose ou meiose) seguem essa "regra". Pesquisas incessantes sobre a essência da vida já nos mostraram muitas coisas. Talvez a descoberta mais importante do século passado, a cadeia genética, nos dê a grande proporção disso. Sabemos muitas coisas, que os seres vivos passam para suas gerações suas características físicas, que pelo DNA podemos descobrir a origem desses seres ou até mesmo recriá-los (a clonagem). Tudo isso remete a biogênese, se você parar pra pensar que todo ser vivo provém de outro.
A hipótese da origem espontânea há muito foi refutada. Isso não quer dizer que a abiogênese foi derrubada e que a biogênese é a hipótese mais aceita. Como dito em outro post, a teoria da origem da vida por meio de processos químicos é amplamente aceita no mundo científico.
Nos resta analisar então, fatores como ambiente, relação com o ecossistema, e porque não, a evolução das espécies, tenham se tornado crucial para o melhor entendimento da biogênese. Afinal, se todos os seres vivos que conhecemos tenham tido origem através do primeiro ser vivo, independente de como este tenha se formado, podemos ramificar linhas de pensamentos gigantescas e sem respostas para definir os destinos que as espécies tomaram, embora a evolução e a seleção natural atue em muitas áreas para explicar isso.
Do mais, entre abiogênese e biogênese, eu fico com a primeira. Não que a segunda esteja errada, tanto que a notamos e a mostramos em nosso cotidiano ao observarmos a reprodução das espécies, mas isso não significa que ela necessariamente explique também a origem da vida.
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•► Abiogênese
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domingo, 21 de março de 2010
sábado, 20 de março de 2010
•► Abiogênese
A abiogênese é um campo de estudo de extrema importância para os estudiosos que procuram descobrir a origem da vida, e apesar de possuir um conceito de início simples, ela se desenrola para vastas áreas do conhecimento. Como o meu propósito aqui é não me aprofundar em fórmulas químicas (até porque não tenho conhecimento adequado para isso), venho explicar o conceito básico de abiogênese: é nada mais nada menos que a hipótese de que a vida tenha se originado de matéria não-viva, ou seja, de algo inanimado.
Como sempre, você já deve estar descartando essa hipótese, afinal, como poderia a vida ser originada por algo não-vivo? Realmente, quem pensa assim está com a razão, no entanto, não com toda a razão. Eis que a abiogênese se ramifica para várias outras ideias e hipóteses, as quais umas serão refutadas como mostrarei adiante, e outras permanecerão com grandes expectativas.
Já sabendo o conceito geral de abiogênese, podemos então nos aprofundar ao que se conhece por Geração Espontânea. A geração espontânea era a teoria de que vários seres vivos, alguns até mesmo complexos, como camundongos, gansos e carneiros, poderiam se originar espontaneamente de um elemento não-vivo ou inanimado (como uma árvore, um pedaço de carne em putrefação ou uma pedra, por exemplo). Embora pareça loucura (e realmente é), a geração espontânea era amplamente aceita no século I a.C. Devemos considerar também que, apesar de exisitirem grandes pensadores na época, como Aristóteles, eles eram limitados a fazerem suas pesquisas a base de observações que, sem tecnologia adequada, davam abertura para uma grande margem de erro.
Muitos séculos se passaram e a geração espontânea ainda era uma forte hipótese para a origem de certas criaturas. Imagine um pedaço de carne abandonado em lugar inadequado: após algum tempo surgirão moscas em volta da carne putrefata. O grande desafio dos pesquisadores e estudiosos eram então provar que essas moscas não surgiam da carne, mas que sim, surgiam de um outro ser da mesma espécie. Analogamente, era mostrar que toda e qualquer vida era proveniente da biogênese.
Havia um fator no entanto que entrava em confronto com as pesquisas e experimentos: um fator chamado de "princípio ativo". O princípio ativo era nada mais nada menos que algum elemento fundamental presente na matéria inanimada que permitisse a origem da vida: logo, se esse princípio fosse retirado, a vida não poderia ser gerada pela matéria não-viva. Esse princípio ativo poderia ser o ar, algum componente químico ou até mesmo um odor. A grande dificuldade para os cientistas eram provar que a geração espontânea era errônea, mas para isso, sem acabar com os possíveis "princípios ativos" em suas experiências, que era o que ocorria.
No entanto, o grande passo para a desaprovação da geração espontânea ocorreria com os experimentos do francês Louis Pasteur, que ferveu um líquido em frascos que possibilitavam a entrada do ar (ou seja, do principio ativo), e não permitiam a entrada de microorganismos por via aérea. Dessa forma, a única vida que poderia surgir nos frascos teria se originado espontaneamente, no entanto, nenhum microorganismo foi detectado. Um século antes, o italiano Francesco Redi já havia dado passos importantes para a refutação da origem espontânea, com experimentos que permitiam a entrada do princípio ativo e a barragem de qualquer tipo de microorganismo, obtendo assim, os mesmos resultados que Pasteur obteria futuramente.
Então, assim sendo descartada a origem espontânea, encerramos concluindo que a abiogênese também não é válida, certo? Não, pois como eu disse, a abiogênese possui seu lado descartado e seu lado válido. Já vimos o descarte, agora vamos para o que interessa.
A grande área da abiogênese onde se é dedicado a maioria das pesquisas provém da origem química da vida. Sim, a abiogênese no seu sentido mais aceito se refere como a vida tendo sua origem através de reações químicas de gradual grau de complexidade. Como eu prometi não me aprofundar em fórmulas químicas, farei um apanhado do assunto.
Primeiramente, vem a difícil tarefa de como definir a vida, ou então, a partir de que momento podemos diferenciar uma espécie viva (por mais rudimentar que seja) de uma matéria não-viva, uma vez que todos os componentes que compõem um ser vivo são basicamente os mesmos que compõem qualquer outro objeto inanimado. Então como diferenciar a vida?
Segundo a Teoria de Oparin, a vida teria se originado na água, onde durante um longo processo, os oceanos constituíram características adequadas para a origem de compostos orgânicos, graças a exposição solar e aos raios ultra-violetas. Esses compostos orgânicos no entanto foram se agregando, em escala cada vez maior, e se alimentando de outros compostos orgânicos, até virarem um verdadeiro metabolismo capaz de se duplicar, e assim, dar origem a outro "ser", os quais se acreditam ser as primeiras formas de vida, por mais rudimentar possível, do planeta.
Essa seria a origem da vida por processos químicos, e por abiogênese, uma vez que teriam se formado a partir de compostos inanimados que foram se aglomerando no oceano.
Ainda assim, falta definir algo vivo de algo não-vivo. Pela origem química, um ser vivo seria aquele estruturado, que possui uma forma organizada de seus componentes, possibilitando assim a síntese de elementos químicos e até mesmo a capacidade de se aglomerar a proteínas, que se sabe ser essenciais para a manutenção da vida.
É amigos, complicado não é? Realmente, pois é difícil imaginar como todas essas etapas se desencadearam, durante milhões de anos, para originar o primeiro ser vivo. Para finalizar, pesquisas consideradas recentes (datam de cerca de 50 anos) comprovaram grande parte das ideias de Oparin, autor da Teoria citada acima, o que a faz uma forte hipótese no mundo científico.
Assim que puder, me aprofundarei no assunto e trarei assuntos relacionados, para melhor compreendermos todas as especulações dessa que é a pergunta mais desafiadora da humanidade, e de todo o Universo também.

Desenho representando o experimento de Redi. Em frascos foram colocados alimentos em estado de putrefação, e no final, os frascos destampados tinham atraído moscas e larvas para seu interior enquanto os tampados por gases (permitindo a entrada do ar, que seria o princípio ativo), apenas tinham atraído moscas para sua boca, permanecendo seu interior inalterado. Dessa forma Redi deu o primeiro passo para a refutação da origem espontânea.
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Como sempre, você já deve estar descartando essa hipótese, afinal, como poderia a vida ser originada por algo não-vivo? Realmente, quem pensa assim está com a razão, no entanto, não com toda a razão. Eis que a abiogênese se ramifica para várias outras ideias e hipóteses, as quais umas serão refutadas como mostrarei adiante, e outras permanecerão com grandes expectativas.
Já sabendo o conceito geral de abiogênese, podemos então nos aprofundar ao que se conhece por Geração Espontânea. A geração espontânea era a teoria de que vários seres vivos, alguns até mesmo complexos, como camundongos, gansos e carneiros, poderiam se originar espontaneamente de um elemento não-vivo ou inanimado (como uma árvore, um pedaço de carne em putrefação ou uma pedra, por exemplo). Embora pareça loucura (e realmente é), a geração espontânea era amplamente aceita no século I a.C. Devemos considerar também que, apesar de exisitirem grandes pensadores na época, como Aristóteles, eles eram limitados a fazerem suas pesquisas a base de observações que, sem tecnologia adequada, davam abertura para uma grande margem de erro.
Muitos séculos se passaram e a geração espontânea ainda era uma forte hipótese para a origem de certas criaturas. Imagine um pedaço de carne abandonado em lugar inadequado: após algum tempo surgirão moscas em volta da carne putrefata. O grande desafio dos pesquisadores e estudiosos eram então provar que essas moscas não surgiam da carne, mas que sim, surgiam de um outro ser da mesma espécie. Analogamente, era mostrar que toda e qualquer vida era proveniente da biogênese.
Havia um fator no entanto que entrava em confronto com as pesquisas e experimentos: um fator chamado de "princípio ativo". O princípio ativo era nada mais nada menos que algum elemento fundamental presente na matéria inanimada que permitisse a origem da vida: logo, se esse princípio fosse retirado, a vida não poderia ser gerada pela matéria não-viva. Esse princípio ativo poderia ser o ar, algum componente químico ou até mesmo um odor. A grande dificuldade para os cientistas eram provar que a geração espontânea era errônea, mas para isso, sem acabar com os possíveis "princípios ativos" em suas experiências, que era o que ocorria.
No entanto, o grande passo para a desaprovação da geração espontânea ocorreria com os experimentos do francês Louis Pasteur, que ferveu um líquido em frascos que possibilitavam a entrada do ar (ou seja, do principio ativo), e não permitiam a entrada de microorganismos por via aérea. Dessa forma, a única vida que poderia surgir nos frascos teria se originado espontaneamente, no entanto, nenhum microorganismo foi detectado. Um século antes, o italiano Francesco Redi já havia dado passos importantes para a refutação da origem espontânea, com experimentos que permitiam a entrada do princípio ativo e a barragem de qualquer tipo de microorganismo, obtendo assim, os mesmos resultados que Pasteur obteria futuramente.
Então, assim sendo descartada a origem espontânea, encerramos concluindo que a abiogênese também não é válida, certo? Não, pois como eu disse, a abiogênese possui seu lado descartado e seu lado válido. Já vimos o descarte, agora vamos para o que interessa.
A grande área da abiogênese onde se é dedicado a maioria das pesquisas provém da origem química da vida. Sim, a abiogênese no seu sentido mais aceito se refere como a vida tendo sua origem através de reações químicas de gradual grau de complexidade. Como eu prometi não me aprofundar em fórmulas químicas, farei um apanhado do assunto.
Primeiramente, vem a difícil tarefa de como definir a vida, ou então, a partir de que momento podemos diferenciar uma espécie viva (por mais rudimentar que seja) de uma matéria não-viva, uma vez que todos os componentes que compõem um ser vivo são basicamente os mesmos que compõem qualquer outro objeto inanimado. Então como diferenciar a vida?
Segundo a Teoria de Oparin, a vida teria se originado na água, onde durante um longo processo, os oceanos constituíram características adequadas para a origem de compostos orgânicos, graças a exposição solar e aos raios ultra-violetas. Esses compostos orgânicos no entanto foram se agregando, em escala cada vez maior, e se alimentando de outros compostos orgânicos, até virarem um verdadeiro metabolismo capaz de se duplicar, e assim, dar origem a outro "ser", os quais se acreditam ser as primeiras formas de vida, por mais rudimentar possível, do planeta.
Essa seria a origem da vida por processos químicos, e por abiogênese, uma vez que teriam se formado a partir de compostos inanimados que foram se aglomerando no oceano.
Ainda assim, falta definir algo vivo de algo não-vivo. Pela origem química, um ser vivo seria aquele estruturado, que possui uma forma organizada de seus componentes, possibilitando assim a síntese de elementos químicos e até mesmo a capacidade de se aglomerar a proteínas, que se sabe ser essenciais para a manutenção da vida.
É amigos, complicado não é? Realmente, pois é difícil imaginar como todas essas etapas se desencadearam, durante milhões de anos, para originar o primeiro ser vivo. Para finalizar, pesquisas consideradas recentes (datam de cerca de 50 anos) comprovaram grande parte das ideias de Oparin, autor da Teoria citada acima, o que a faz uma forte hipótese no mundo científico.
Assim que puder, me aprofundarei no assunto e trarei assuntos relacionados, para melhor compreendermos todas as especulações dessa que é a pergunta mais desafiadora da humanidade, e de todo o Universo também.

Desenho representando o experimento de Redi. Em frascos foram colocados alimentos em estado de putrefação, e no final, os frascos destampados tinham atraído moscas e larvas para seu interior enquanto os tampados por gases (permitindo a entrada do ar, que seria o princípio ativo), apenas tinham atraído moscas para sua boca, permanecendo seu interior inalterado. Dessa forma Redi deu o primeiro passo para a refutação da origem espontânea.
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Menu: A Vida
Nesta sessão abordaremos os temas que envolvem a vida, desde a sua origem, até o seu desenvolvimento e complexidade. O conceito de origem é muito amplo. Procurarei aqui expor da melhor maneira possível todas as hipóteses e teorias que cercam esse tema.
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Olá caros leitores
Hoje falarei um pouco sobre o que eu entendo sobre a Panspermia.
Primeiramente explicarei o conceito de panspermia. Panspermia não é nome de nenhuma doença ou algo prejudicial a vida, pelo contrário, é uma hipótese que procura responder como esta teria se formado em nosso planeta. E nada mais sugestivo do que dizer que ela tenha origem extraterrestre. Isso mesmo, a Panspermia é uma hipótese que sugere que a vida a qual conhecemos tenha tido origem em algum lugar do Universo e nele se propagado até chegar ao nosso planeta. Estranho? Loucura? Não amigos, apenas uma hipótese, e que quando fundamentada, faz todo o sentido.
Primeiramente, para esta hipótese sobreviver e não ser descartada instantaneamente, devemos imaginar como que a vida teria chegado ao nosso planeta, e depois, mostrar como ela teria sobrevivido a viagem pelo Universo (o que é ainda mais difícil).
O mais provável, e talvez única sugestão, é que a vida tenha sido transportada pelo universo através de meteoritos. Não haveria nada de errado até aí se descartarmos vários e vários elementos. O problema é que não podemos descartar aquilo que serve de peça chave para ajudar a construir o problema e assim chegarmos a resolução. Assim, chegamos a outra questão: como a vida sobreviveu a grande radiação do Universo, a pressão e grandes temperaturas do cosmo?
Antes temos que ressaltar uma coisa: a vida A QUAL CONHECEMOS não suportaria a exposição aos fatores mencionados. Porém, a vida é tão dinâmica e misteriosa que não sabemos se possível vida extraterrestre teria que respeitar os mesmos critérios de sobrevivência que o nosso. Podemos provar isso em nosso próprio planeta. Há um organismo chamado deinoccocus radiodurans que sobrevive a uma radiação extremamente poderosa por um longo tempo. E vale lembrar que existe em meteoros grandes quantidades de matéria orgânica, o que possibilitaria a presença de vida.
Dessa maneira podemos dizer que a panspermia não é uma hipótese maluca, e sim, plausível, supondo a capacidade de microorganismos sobreviverem ao vácuo do Universo e a intensas viagens que podem durar até milhões de anos.
Supondo que a panspermia seja de fato o evento que possibilitou a origem da vida na Terra, remetemos a várias outras perguntas:
1. Mesmo que a vida na Terra tenha tido origem extraterrestre, de que lugar do Universo ela veio?
Essa é a pergunta que provavelmente não teremos a resposta. Podemos considerar que a vida tenha se originado em um ponto do Universo propício para o surgimento da vida, e que tenha se propagado por ele todo e sobrevivido apenas nos lugares de condições semelhantes ao original. Ou então, que tenha se espalhado por todo o cosmo e as condições diferentes do "marco inicial" tenham a mutado, em inúmeras variações, dando origem a uma nova estrutura de vida característica daquele local. Considerando a última hipótese, seria certo dizer que a possível vida extraterrestre tenha formato e estruturas físicas completamente ou parcialmente diferentes da nossa e das que conhecemos, assim, os relatos de extraterrestres com formato humanoide pode ser considerado uma grande falácia. Porém, se considerarmos a primeira hipótese teríamos que a vida pouco tenha se alterado a ação do Universo e assim sendo todas as vidas do cosmo compartilhariam estruturas comuns.
Ainda poderíamos levantar a hipótese que a vida não teria se originado em um único ponto do Universo, e sim em múltiplos lugares, e depois se propagado. Essa teoria nos levaria para um possível "relacionamento" biológico entre seres vivos, sendo que dois indivíduos de espécies diferentes poderiam ter tido origem em lugares diferentes do Universo e não de um antecessor comum.
2. Existiriam "humanos" então em outros lugares do Universo, uma vez que a nossa origem teria sido proveniente de fatores comuns no cosmo?
Muito provavelmente não. Mesmo que o primeiro ser vivo que tenha dado origem a todos os outros em nosso planeta tivesse um "irmão" que tenha em algum momento se acomodado em algum outro planeta de características semelhantes ao nosso, a vida necessariamente não teria tomado os mesmos rumos que tomou na Terra. O caos e, lógicamente, a evolução das espécies, mostra que isso seria quase que impossível. É fácil perceber isso ao observarmos as inúmeras espécies de seres vivos existentes em nosso planeta que teóricamente teria tido um ancestral comum. Dessa maneira, a dinâmica da vida e os vários eventos incalculáveis e não previsíveis desse ponto no Universo teriam gerado outras espécies complexas de vida, com certeza, muito diferente das quais conhecemos.
3. Como os primeiros seres vivos teriam se formado no Universo?
Essa pergunta é análoga a da origem da vida na Terra. Podemos considerar a origem da vida, como um todo independente de onde tenha surgido, através da abiogênese, claro que com suas adaptações. Vale a pena lembrar que já foram detectados em alguns meteoros e cometas (possíveis transportadores de vida pelo cosmo) compostos orgânicos a base de carbono, e que toda vida na Terra que conhecemos são compostas de carbono.
Essas são algumas da inúmeras perguntas que se desencadeiam e que se ramificam em outras tantas perguntas. O que vale é analisar e tirar suas próprias conclusões. Eu mesmo não digo que sou adepto a teoria da panspermia, mas também não a descarto pois possui seus fundamentos lógicos. Em breve postarei sobre outras hipóteses que servirão para confrontar e até mesmo complementar as ideias aqui apresentadas.

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